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EcoSport encara o WR-V

Renovado e com motor inédito, utilitário da Ford encara o novato da Honda

AE/Igor Macário

Desde o lançamento do EcoSport, em 2003, quase tudo mudou no segmento de utilitários-esportivos compactos. Vieram novos rivais e o Ford, embora tenha resistido bravamente, acabou perdendo a hegemonia do mercado. Agora, o pioneiro recebeu uma reformulação sobre a segunda geração que inclui visual mais moderno, interior caprichado e motores novos. A mudança fez tão bem que o ‘veterano’ estreia com vitória diante do WR-V.
Lançado no início deste ano, o Honda derivado do Fit tem dimensões e preços semelhantes ao Ford, mas fica devendo em equipamentos e refinamento mesmo na versão de topo, EXL. Superior nesses quesitos, o EcoSport compensa o preço um pouco maior na configuração escolhida para o comparativo, FreeStyle (intermediária) com o novo motor 1.5.
Tabelado a R$ 86.490, o Ford esbanja itens de série. Há mimos como ar-condicionado digital e bancos revestidos parcialmente de couro, bem como uma vistosa central multimídia. A fartura do carro feito em Camaçari (BA) contrasta com a simplicidade do WR-V, que tem tabela de R$ 83.400 e é produzido em Sumaré (SP).
Se não chega a ser “franciscano”, o Honda deixa a desejar na qualidade dos materiais de acabamento e no revestimento acústico, que não são condizentes com um carro dessa faixa de preço.
A Ford fez o dever de casa e melhorou bastante a cabine de seu utilitário, que tem até painel emborrachado e quadro de instrumentos bastante completo, semelhante ao de modelos mais caros e muito melhor que o do Honda.
O WR-V até traz central multimídia com câmera na traseira (que produz imagens semelhantes às de um olho mágico), porém menos completa que o sistema do EcoSport. O Honda também deve airbag para os joelhos do motorista, presente no rival, bem como o importante controle de estabilidade (ESP), outra falha inaceitável em carros de mais de R$ 80 mil.
Ao menos, o WR-V contra -ataca com mais eficiência no aproveitamento de espaço que o EcoSport. O Honda leva melhor os ocupantes do banco de trás e tem um engenhoso sistema de rebatimento da segunda fileira, que conta com ampla possibilidade de configurações.
O porta-malas do WR-V também é um pouco maior, com 363 litros, ante 356 do rival. Além disso, o bagageiro do Ford é mais alto do que profundo, fazendo com que as malas tenham de ser empilhadas para aproveitar melhor o espaço.

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