O bebê da gestante Bianca Fidêncio, que veio a falecer em meados de janeiro após complicações no parto, segue internado na UTI neo-natal do HAOC em Indaiatuba. De acordo com o Dr. Marco Antônio Barroca, diretor administrativo do hospital, a situação do recém-nascido ainda é muito grave e exige muita atenção, apesar de estável. “Não há nenhuma previsão para alta”, explicou o Dr. Barroca em conversa exclusiva com o Jornal Exemplo.

Emergência
O bebê, no momento do parto, passou por um sofrimento fetal agudo, explicou Barroca. O sofrimento fetal agudo é uma situação de emergência obstétrica em que o bebê, ainda dentro do útero ou durante o trabalho de parto, passa a receber menos oxigênio do que o necessário. Isso compromete rapidamente o funcionamento do cérebro e de outros órgãos do feto e exige intervenção médica imediata. As causas da emergências são variadas.
Ainda não é possivel avaliar se o recém-nascido terá algum tipo de sequela por conta do que houve no nascimento.
Sindicância
O Dr. Marco Antônio Barroca informou que a sindicância instaurada para investigar o caso segue em andamento e resta apenas “o depoimento de um médico” para encerrar o relatório e este ser enviado para São Paulo onde será avaliado pelo CRM (Conselho Regional de Medicina). Com o relatório, o CRM apura indícios de infração ética para comprovar a autoria e materialidade (se houve dano e quem cometeu).
Resultados
Os possíveis resultados da sindicância são: 1) arquivamento: Se o conselheiro relator não constatar indícios de infração ética, a sindicância é arquivada, sem necessidade de punição; 2) instauração de Processo Ético-Profissional (PEP): Se houver indícios claros de infração, a sindicância é convertida em um processo ético, onde o médico passa a ser réu e enfrenta risco de condenação (advertência, suspensão, cassação).
