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Hugh Jackman se despede de Wolverine

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AE/Pedro Antunes

O pingado fez efeito. Hugh Jackman chegou a São Paulo na manhã de domingo (19), por volta das 6h – enquanto, muito provavelmente, alguns foliões ainda tentavam encontrar um lugar para encerrar a noite carnavalesca que tomou conta da cidade. O ator veio direto de Berlim, cujo festival de cinema apresentou o mais novo filme do australiano de (quem diria?!) 48 anos, Logan, a nona e última aparição de Jackman como Wolverine.
O protagonista do longa que estreia no Brasil em 2 de março publicou um vídeo em suas redes sociais no qual avisava aos fãs que estava na cidade e experimentava um café. Pela expressão de vibração ao levar a xícara na boca, ele gostou bastante. Pelo pique exibido horas depois, a cafeína fez efeito.
Jackman não está em São Paulo para tomar cafezinho – ou, pelo menos, não só para isso. Em uma rotina digna de estrela da música, na qual as horas de sono são gastas em aviões transatlânticos, o ator corre o mundo para divulgar seu personagem mais antigo pelo mundo. Poucas horas depois de aterrissar no país, ele já estava diante da imprensa de toda a América Latina, em um hotel na zona sul da cidade, para uma Coletiva de Imprensa.
“Obrigado”, dizia ele em português, a cada momento que lhe parecia oportuno. Também elogiava as questões que lhe eram feitas, fossem elas sobre os gêneros que inspiraram o filme (faroeste e road movies) até o que sentia ao se despedir de um personagem que o acompanhou por tanto tempo. “Não estou me despedindo de Logan”, diz Jackman. “Tenho a impressão de que ele sempre estará comigo.”
Já sem o curativo que usava ao desembarcar no Aeroporto de Guarulhos – ele está tratando um câncer de pele benigno -, Jackman era só sorrisos. Afinal, desde 2000, quando foi chamado às pressas para ocupar a vaga então de Dougray Scott no filme X-Men, de Bryan Singer, ele é o rosto do Wolverine. A identificação desde então é tamanha que nem mais a altura do ator, 1,88m, é um problema para um personagem que nas HQs, é famoso pela baixa estatura. Os urros selvagens na tela e a simpatia fora dela garantiram um longo casamento entre Jackman e Logan, o mais famoso mutante entre os X-Men (e, sinto muito, Ciclope).
A união chega ao fim com Logan, um filme de John Mangold, o mesmo de Wolverine: Imortal, de 2013, a segunda aventura solo do personagem. É o fim de uma era. Quando Jackman assumiu o papel do mutante de garras afiadas, heróis estavam em baixa no cinema. Algo que mudou significativamente, basta perguntar e olhar a conta bancária de Robert Downey Jr., o Homem de Ferro nos cinemas. “A Comic Con de San Diego, quando começamos, deveria reunir 15 mil pessoas. Agora, são 500 mil. Os heróis são uma parte muito importante da indústria do entretenimento. E tudo isso começou com X-Men”.

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DIVULGAR PERSONAGEM Ator chegou a São Paulo no domingo (19)

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