Esquema de fraude é alvo de operação

AE/Equipe AE

O esquema de fraudes fiscais na comercialização de combustíveis, alvo da Operação Rosa dos Ventos, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (15), usava empresas chamadas de ‘barrigas de aluguel’ para sonegar impostos e majorar os lucros com a venda de álcool. Onze firmas registradas em nome de ‘laranjas’ foram identificadas – com um rombo de R$ 3 bilhões – e outras estão sob suspeita.
“Os investigados, valendo-se das falhas do sistema, criaram um gigantesco esquema montado para sonegar tributos e lavar dinheiro mediante a colocação de empresas em nome de ‘laranjas’, conhecidas no mercado como ‘barrigas de aluguel’”, afirmou o delegado da PF Victor Hugo Rodrigues Alves Ferreira, no relatório que deflagrou a ‘Rosa dos Ventos’.
O líder do ‘gigantesco esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, crimes contra a ordem tributária’, alvo central da Rosa dos Ventos é o empresário Micenio Rossi Neto, de Campinas – que está foragido. Ele e outras 23 pessoas tiveram prisão decretada pela 9ª Vara Federal. Na região de Campinas foram 11 presos, outros três em São Paulo, além dos detidos em outros Estados.
As investigações iniciaram em março de 2016, com a descoberta da fraude pela Receita na Euro Petróleo do Brasil, em 2013. A empresa é uma das 11 ‘barrigas de aluguel’ usadas por Micenio. O empresário é suspeito de envolvimento em fraudes desde 2003, pelo menos. Em 2001, ele chegou a ser ouvido na CPI dos Combustíveis, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, como ‘representante da Exxel Distribuidora de Derivados de Petróleo Ltda. e da Terra Distribuidora’.

Esquema
As ‘barrigas de aluguel’ alvo do esquema são distribuidoras de combustíveis colocadas em nome dos ‘laranjas’. Elas eram intermediárias na compra de etanol nas usinas para depois vendê-lo aos postos de gasolina sem recolher os tributos.

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