Riscos para mulheres é menor no trânsito

Segundo informações do Observatório Nacional de Segurança Viária, dados do DataSUS para 2014, confirmam que, nos últimos 14 anos, quando o tema é violência no trânsito, o público feminino sai em vantagem. A cada 10 vítimas fatais no trânsito, praticamente 8 são homens e 2 são mulheres.

Em 2014, a distribuição de mortes por faixa etária e gênero revela que é na faixa dos 25 aos 29 anos, onde há a maior variação.

Ao analisar as indenizações pagas por sexo pelo DPVAT/Seguradora Líder, mas agora tendo como referência 2015, o ONSV afirma que, das 595.693 das indenizações permanentes, 26% foram destinadas para mulheres e 74% para homens.

Se a análise for pelo tipo de veículo usado, as indenizações pagas por invalidez, considerando sexo e motocicletas vão apresentar um percentual de 22% para as mulheres e 78% aos homens. Já considerando os demais veículos, esse percentual sobe para 34% para mulheres e cai para os homens para 66%.

De acordo com Observatório, não existe uma confirmação metodológica que justifique a violência no trânsito apresentar patamares menores com o público feminino. Contudo, está constatado que as mulheres evitam comportamentos de risco no trânsito.

Vemos várias pessoas brincando com o fato da mulher não dirigir bem, atrapalhar o trânsito, não é isso. Na minha opinião, nós temos mais atenção, andamos mais devagar, para evitar riscos de colisões, atropelamentos e até para não levar multa, por exemplo. Isso não é problema, como muitos acham e reclamam”, conta a dona de casa Rosana Silva, 51 anos.

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