Identidade Indaiatubana 18/11/2016

por Eliana Belo

A FESTA INDAIATUBANA PARA OS AVIADORES DO JAHU

Em agosto de 1927 uma notável festa foi realizada em Indaiatuba em homenagem aos três tripulantes do voo feito no hidroavião Jahu Savoia-Marchetti S.55, que pioneiramente atravessou o Atlântico Sul. Foi um voo histórico, o primeiro sem escalas de Gênova para Santos, e os quatro tripulantes, João Ribeiro de Barros (piloto), João Negrão (copiloto), Vasco Cinquini (mecânico) e Newton Braga (navegador) foram festejados e noticiados em várias cidades do país, inclusive em nossa cidade.

SINOS, TIROS E TE-DEUM
Assim que o Jahu partiu de Gênova, nossa cidade já começou a se preparar para a festa de aterrisagem que aconteceu na então capital brasileira, o Rio de Janeiro. Quando ocorreu o pouso, os sinos da Matriz Nossa Senhora da Candelária repicaram festivamente, teve uma salva de 21 tiros e a fábrica de artefatos de madeira Grichet, a maior da cidade até então, apitou sua sirene por muitos minutos. No mesmo dia, às 18 horas, a população foi para a Matriz rezar um solene ‘Te-déum’.

DESFILE CÍVICO
Após a cerimônia religiosa, a Corporação Musical 7 de Setembro comandada pelo Maestro Boffa, saiu da Matriz em passeata pela cidade, dando e recebendo simbolicamente muitos ‘vivas’ ao Brasil, ao piloto Barros e seus companheiros do Jahu.
As crianças do pequeno centro urbano de então, que contava com pouco mais de sete mil habitantes e que estudavam no Grupo Escolar que ficava do lado da Matriz, foram preparadas para acompanhar o desfile antecipada e caprichosamente pelo professor Paulo Moreira da Silva. Levaram, em marcha e atrás da banda, lanternas multicores e cartazes com dedicatórias aos ‘quatro azes’. O desfile subiu a Rua Candelária e foi até o prédio da Câmara e Cadeia, que ficava no centro da Praça Prudente de Moraes.

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