Identidade Indaiatubana 11/11/2016

por Eliana Belo

NOSSAS CRIANÇAS

Indaiatuba, abril de 1879.
Em abril de 1879, em uma fazenda cujo nome não foi registrado, aqui em Indaiatuba, três crianças brincavam correndo um pasto. Estando uma delas com uma faca na mão, foi seguido por outro, quando, virando-se de sopetão, o feriu mortalmente. Antes de sucumbir, a vítima declarou que o seu companheiro não era culpado. O fato causou estranheza e perplexidade, uma vez que, inicialmente publicada essa notícia nos jornais de Itu e Campinas, foi replicada por vários outros periódicos, sendo lida até no Jornal da Tarde na edição de 5 de abril do mesmo ano.

Indaiatuba, outubro de 1884.
Em outubro de 1884, na fazenda de Felipe de Almeida Campos, aqui em Indaiatuba, uma criança de 9 anos entrou em uma senzala e matou, a tiros, uma outra criança de 1 ano. O fato causou estranheza e perplexidade, uma vez que, inicialmente publicada essa notícia nos jornais de Itu e Campinas, foi replicada por vários outros periódicos, sendo lida até no Jornal do Recife de 4 de outubro do mesmo ano.

Indaiatuba, março de 1886.
Em março de 1886, Anna Maria de Jesus, uma mulher de ´trinta e tantos anos´ vendeu a ´pureza´ da filha dela de apenas 11 anos para Manoel Ferreira Novo, de 40 anos. O fato de a mãe ter ´mercadejado’ pessoalmente a ‘honra’ da menina, causou estranheza e perplexidade, uma vez que, inicialmente publicada essa notícia em jornal de Campinas, foi replicada por vários outros periódicos, sendo lida até no Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, na edição de 18 de março do mesmo ano.

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