Greve não atingiu Indaiatuba, que se mantém com portas abertas
Na manhã de terça-feira, dia 6, em vários lugares do Brasil, a população se deparava com o mesmo recado nas agências bancárias: “estamos em greve”. A decisão de fechar as portas teria partido após as assembleias realizadas ao longo da semana anterior, de acordo com informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-Cut), que acrescenta ainda não ter dada determinada para o fim das paralisações.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentou uma proposta para reajustar 5,5% do salário dos bancários, que deixaria o piso salarial variando entre R$ 1.321,26 e R$ 2.560,23, além de Participação nos Lucros e Resultado (PLR) pela regra de 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22 e parcela adicional, de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16. Os benefícios propostos foram o auxílio-refeição de R$ 27,43, auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta de R$ 454,87,auxílio-creche/babá de R$ 323,84 a R$ 378,56, gratificação de compensador de cheques de R$ 147,11, qualificação profissional de R$ 1.294,49, entre outros.
Mas a proposta foi negada na quinta-feira (1), uma vez que o pedido é acerca é de 16% de reajuste salarial, com piso de R$ 3.299,66, além de Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82. A categoria também reivindica vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. A categoria também pede pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.
Já na sexta-feira (2) o Contraf enviou um ofício à Fenaban, informando e oficializando a greve, que foi unificada pela categoria. Dentre os sindicados que aderiram à greve, não afiliados à Contraf, apenas no estado de São Paulo, são ABC; Araraquara; Assis; Barretos; Bragança Paulista; Campinas; Catanduva; Guarulhos; Joaçaba; Jundiaí; Limeira; Mogi das Cruzes; Naviraí; Piracicaba; Presidente Prudente; Ribeirão Preto; Santos; São Paulo; Taubaté e Vale do Ribeira;
COMO CONTINUAR UTILIZANDO OS SERVIÇOS
Para quem precisa dos bancos, é importante se atentar a alguns ‘truques’ para continuar utilizando os serviços normalmente.
Para quem tem boletos atrasados, que não podem ser pagos pela internet ou em terminais de atendimento, é necessário entrar em contato com a empresa que precisa receber, para que seja emitido uma nova via, com data atualizada. Desta forma, será possível pagar pela internet ou em terminais. Vale a dica de que alguns bancos geram novos boletos pela internet, sem precisar do trâmite da empresa. Vale acessar o site de seu banco e o ler com calma. Caso a empresa se negue a ajudar, é importante ter comprovantes das tentativas para poder acionar o Procon.
Para quem precisa trocar cheques, basta realizar o depósito no terminal bancário. O cheque é compensado normalmente e o valor vai para a conta, podendo ser sacado sem problema algum, de acordo com a nota oficial enviada pela Febraban e pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Para quem não tiver opções e precisar atrasar algumas contas, a empresa em questão é obrigada a gerar um comprovante de que o consumidor buscou alternativas de pagamento, para que seja possível evitar multas ou procurar seus direitos.
Segundo ainda a Febraban, os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.
