{"id":11859,"date":"2016-12-09T05:03:58","date_gmt":"2016-12-09T05:03:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/?p=11859"},"modified":"2016-12-08T12:05:42","modified_gmt":"2016-12-08T12:05:42","slug":"tempos-primordios-do-casarao-do-pau-preto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/tempos-primordios-do-casarao-do-pau-preto\/","title":{"rendered":"Tempos prim\u00f3rdios do  Casar\u00e3o do Pau Preto"},"content":{"rendered":"<p>O Casar\u00e3o Pau Preto \u00e9 um dos mais queridos bens patrimoniais de Indaiatuba. Sede da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Mem\u00f3ria e onde est\u00e1 o Museu Casar\u00e3o Pau Preto, a edifica\u00e7\u00e3o foi constru\u00edda entre 1810 e 1812, segundo Carlos Gustavo N\u00f3brega de Jesus, autor do texto mais completo sobre o tema \u201cA Constru\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria e a Legitima\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria no processo de preserva\u00e7\u00e3o do Casar\u00e3o Pau Preto\u201d, publicado na Revista CPC da USP.<br \/>\nInicialmente constru\u00eddo para ser a Casa Paroquial do padre respons\u00e1vel pela capelinha Nossa Senhora da Candel\u00e1ria, ele possui uma mistura de t\u00e9cnicas construtivas como taipa de m\u00e3o, taipa de pil\u00e3o e alvenaria inglesa, o que demonstra sucessivas amplia\u00e7\u00f5es at\u00e9 atingir o formato muito parecido com o que tem hoje. \u00c9 prov\u00e1vel que o padre ou outro representante do tenente Pedro Gon\u00e7alves Meira (que instituiu a capela no ent\u00e3o Bairro de Cocaes, dando-lhe patrim\u00f4nio), respons\u00e1vel pela ent\u00e3o capelinha Nossa Senhora da Candel\u00e1ria, primeiro tenha constru\u00eddo esse casebre nesses dois anos e em seguida, no ano de 1813, tenha testemunhado a transforma\u00e7\u00e3o em uma Capela Curada. O Curato, t\u00edtulo oficial dado pela igreja cat\u00f3lica a um determinado conglomerado com determinada import\u00e2ncia econ\u00f4mica e populacional, foi um pr\u00e9-requisito no Brasil entre os s\u00e9culos 19 e 20, para que um local mais tarde se tornasse Freguesia, o que aconteceu com Indaiatuba em 9 de dezembro de 1830. Somente em 24 de mar\u00e7o de 1859 Indaiatuba foi elevada \u00e0 Vila, isto \u00e9, categoria de \u2018Mun\u00edcipio\u2019.<br \/>\nO Curato fez com que o Casar\u00e3o Pau Preto e a ent\u00e3o capelinha Nossa Senhora da Candel\u00e1ria, cuja constru\u00e7\u00e3o original n\u00e3o existe mais, fossem designados como os \u2018marcos iniciais\u2019 da expans\u00e3o urbana de Indaiatuba, por alguns memorialistas (entre eles, Nilson Cardoso de Carvalho) e historiadores (entre eles Adriana Carvalho Koyama, filha de Nilson), que desconsideraram veementemente a capelinha eregida por certo Jos\u00e9 da Costa (que foi reduzido \u00e0 lenda) e o povoado que teria existido no entorno do Ribeir\u00e3o Votura e que teria sido extinto por causa de uma var\u00edola.<br \/>\nA tese do povoado no Ribeir\u00e3o Votura (atual C\u00f3rrego do Barnab\u00e9) \u00e9 defendida pelo memorialista Caio da Costa Sampaio e recuperada pela historiadora Silvane R. L. Alves em sua tese de mestrado para a Unicamp, onde ela destaca que \u201ca cidade de Indaiatuba surgiu por volta de 1730-1740, em terras pertencentes \u00e0 Vila de Itu. Inicialmente uma parada de tropeiros, que se dirigiam das regi\u00f5es de Sorocaba e Itu para Campinas, tendo o povoado a denomina\u00e7\u00e3o inicial de Votura, posteriormente substitu\u00eddo por Cocaes e finalmente Indaiatuba.<\/p>\n<p>Consolida\u00e7\u00e3o<br \/>\nNa d\u00e9cada de 1980, em virtude da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria que caracterizou o crescimento da cidade nos \u00faltimos 30 anos, o Casar\u00e3o come\u00e7ou a ser demolido. Parte da tulha foi ao ch\u00e3o e no meio desse processo de desconstru\u00e7\u00e3o eclodiu um movimento popular em defesa do bem, liderado pelo jornalista S\u00e9rgio Squilanti. A mobiliza\u00e7\u00e3o gerou dois resultados bastante satisfat\u00f3rios: o ent\u00e3o prefeito, Jos\u00e9 Carlos Tonin, declarou a edifica\u00e7\u00e3o como de utilidade p\u00fablica, nascendo assim o que seria um caso raro: um museu advindo de uma reivindica\u00e7\u00e3o popular, quando a maior parte deles nasce de um acervo espec\u00edfico.<br \/>\nO Casar\u00e3o passou por uma reforma e no dia 9 de dezembro de 1985 foi entregue \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Em 2008, por iniciativa do ent\u00e3o prefeito Jos\u00e9 On\u00e9rio, ele foi tombado como Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico do Munic\u00edpio, consolidando-se assim, como patrim\u00f4nio protegido. O maior argumento utilizado para o tombamento baseado nos estudos do memorialista Nilson Cardoso de Carvalho \u2013 de que o Casar\u00e3o era um exemplar de tradi\u00e7\u00e3o bandeirista \u2013 caiu por terra com o artigo citado de N\u00f3brega, atual superintendente da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Mem\u00f3ria.<\/p>\n<div class=\"mom-members\" style=\"background-color:#ffe680;border-color:#cca300;color:#665200\">Conte\u00fado somente para assinantes. Por favor fa\u00e7a o login<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Casar\u00e3o Pau Preto \u00e9 um dos mais queridos bens patrimoniais de Indaiatuba. 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