{"id":33828,"date":"2021-10-01T08:00:00","date_gmt":"2021-10-01T08:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/?p=33828"},"modified":"2021-09-30T20:25:37","modified_gmt":"2021-09-30T20:25:37","slug":"conheca-espaco-para-extravasar-a-raiva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/conheca-espaco-para-extravasar-a-raiva\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a espa\u00e7o para extravasar a raiva"},"content":{"rendered":"\n<h2>Salas como a Rage Room j\u00e1 existem em outros pa\u00edses desde 2008. Al\u00e9m de S\u00e3o Paulo, Recife j\u00e1 tem<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cEu j\u00e1 quebrei garrafa, j\u00e1 quebrei TV, micro-ondas\u2026\u201d Quem conta \u00e9 Hilton Marcondes, que \u00e9 vendedor, mora em S\u00e3o Paulo e anda meio estressado com essa hist\u00f3ria de pandemia. Mas, antes de sair quebrando tudo, ele foi at\u00e9 a Rage Room, em portugu\u00eas, a Sala da Raiva. Um lugar onde a regra \u00e9 extravasar quebrando tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente ficou meio com raiva, n\u00e9, e essa sala de raiva veio pra gente extravasar de uma forma eficaz\u201d, ressalta Marcondes.<\/p>\n\n\n\n<p>A sala de 35 metros quadrados fica em Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital paulista. Ela foi preparada para a destrui\u00e7\u00e3o. No fundo, prateleiras exibem os objetos que podem ser quebrados. Uma esp\u00e9cie de card\u00e1pio da casa. <\/p>\n\n\n\n<p>Quem explica \u00e9 Vanderlei Rodrigues, um dos criadores da Rage Room: \u201cPor exemplo, um micro-ondas \u00e9 R$ 15, uma TV, n\u00f3s temos a partir de R$ 20, e 15 garrafas, por R$ 10.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed, \u00e9 s\u00f3 colocar o capacete, os \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o e luvas, escolher a trilha sonora, pegar o tacos de beisebol, um p\u00e9 de cabra ou a marreta e, literalmente, descer o sarrafo. A sensa\u00e7\u00e3o no final: \u201cMuito, muito, muito desestressante. \u00c9 pra relaxar mesmo\u201d, conta Vanderlei Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Ana Paula Ricarte gosta da ideia de ter um lugar protegido para as pessoas extravasarem a raiva. \u201cA raiva \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o igual a todas as outras, por\u00e9m, muitas vezes reprimida internamente ou externamente. Se voc\u00ea n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o interna ou externa para expressar a raiva de forma correta, vai acabar disfar\u00e7ando a raiva em tristeza ou outro disfarce quando a pessoa n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o para express\u00e1-la corretamente, \u00e9 a vingan\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o deve ser por acaso que Vanderlei tem visto crescer o p\u00fablico feminino na Rage Room. Ele diz que, de cada dez pessoas que buscam a sala, oito s\u00e3o mulheres e complementa: \u201cA sociedade sempre pro\u00edbe a mulher. Ah, n\u00e3o pode sentar assim, n\u00e3o pode ficar assim, n\u00e3o pode falar desse jeito e a\u00ed quando chegam aqui \u00e9 um lugar livre, n\u00e9! Me chamam de coach da raiva, que, quando elas chegam ao local, n\u00e3o querem quebrar. Quebram, mas ficam com medo, com receio ainda de n\u00e3o poder e tal e, quando come\u00e7am a quebrar, elas come\u00e7am a se animar, e a quebrar mais coisas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E depois que tudo virou caco, o roda da sustentabilidade gira. Os produtos que est\u00e3o na sala v\u00eam de um ferro-velho local ou de catadores que trabalham na regi\u00e3o. Depois de quebrados, voltam para o ferro-velho e seguem para reciclagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Salas como a Rage Room j\u00e1 existem em outros pa\u00edses desde 2008. Al\u00e9m de S\u00e3o Paulo, existe um espa\u00e7o semelhante no Recife.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salas como a Rage Room j\u00e1 existem em outros pa\u00edses desde 2008. Al\u00e9m de S\u00e3o Paulo, Recife j\u00e1 tem \u201cEu j\u00e1 quebrei garrafa, j\u00e1 quebrei TV, micro-ondas\u2026\u201d Quem conta \u00e9 Hilton Marcondes, que \u00e9 vendedor, mora em S\u00e3o Paulo e anda meio estressado com essa hist\u00f3ria de pandemia. Mas, antes de sair quebrando tudo, ele &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":33831,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[16,248,6,260],"tags":[6687,6686,1831,6688,191],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33828"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33828"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33828\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33832,"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33828\/revisions\/33832"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33831"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}