{"id":33620,"date":"2021-08-20T09:00:00","date_gmt":"2021-08-20T09:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/?p=33620"},"modified":"2021-08-19T17:19:48","modified_gmt":"2021-08-19T17:19:48","slug":"estreia-free-guy-assumindo-o-controle","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/estreia-free-guy-assumindo-o-controle\/","title":{"rendered":"Estreia Free Guy: assumindo o controle"},"content":{"rendered":"\n<h2>Em uma trama que promete entregar a\u00e7\u00e3o, romance e com\u00e9dia, Ryan Reynolds d\u00e1 vida a her\u00f3i improv\u00e1vel<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 \u00e9 de praxe falar sobre como \u00e9 dif\u00edcil adaptar videogames para os cinemas. S\u00e3o diversas tentativas de trazer para as telonas os maiores nomes do mundo interativo, como Tomb Raider, Assassin\u2019s Creed e at\u00e9 Super Mario. O grau de sucesso varia, mas como regra geral, poucos s\u00e3o os que conseguem traduzir a sensa\u00e7\u00e3o de jogar. Talvez Ryan Reynolds e o diretor Shawn Levy tenham descoberto a f\u00f3rmula com o divertid\u00edssimo e criativo Free Guy: Assumindo o Controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais parecida com Scott Pilgrim contra o Mundo e Detona Ralph do que com adapta\u00e7\u00f5es diretas de games, a com\u00e9dia &#8211; com estreia marcada para 19 de agosto nos cinemas &#8211; coloca Reynolds como Guy. Ele \u00e9 um NPC, personagem n\u00e3o jog\u00e1vel, dentro do universo virtual de Free City, a gigantesca cidade online que \u00e9 casa do jogo mais popular do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Misturando GTA, Fortnite e Mario Kart, Free City \u00e9 a casa de milh\u00f5es de jogadores diariamente, a maioria se comportando exatamente como voc\u00ea imagina. Eles matam, roubam e acabam com as vidas dos NPCs sem pensar duas vezes, deixando para tr\u00e1s uma trilha de corpos. Para os cidad\u00e3os, reiniciados toda manh\u00e3 pela programa\u00e7\u00e3o, isso pouco importa. Guy est\u00e1 feliz com sua vida, rotina e guarda-roupa limitado a camisas azuis\u2026 at\u00e9 cruzar com MolotovGirl (Jodie Comer).<\/p>\n\n\n\n<p>A crescente paix\u00e3o do NPC pela jogadora, cujo nome real \u00e9 Millie, o tira de sua programa\u00e7\u00e3o e faz Guy basicamente quebrar Free City. Para impressionar a garota, ele come\u00e7a a se comportar como um jogador e ganhar pontos, subir de n\u00edvel e realizar miss\u00f5es. E assim vemos a capacidade de Free Guy de traduzir para a s\u00e9tima arte a ideia de um videogame, completo com bugs t\u00edpicos de jogos online, easter eggs e refer\u00eancias, menus, invent\u00e1rio e, claro, fases secretas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 divertido ver como os cineastas trouxeram os elementos virtuais para o cinema e, ao observar os m\u00ednimos detalhes como o jeito que carros mudam instantaneamente na rua (porque seu jogador est\u00e1 mexendo num menu) nos revela o cuidado de Levy e sua equipe em entender o meio aqui representado. Ao procurar n\u00e3o adaptar um jogo em si, mas a experi\u00eancia de jogar, Free Guy encontra um ar de divers\u00e3o, curiosidade e inova\u00e7\u00e3o tipicamente ausente nos blockbusters hollywoodianos com base em games.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 curioso ver Free Guy logo ap\u00f3s a propaganda publicit\u00e1ria do HBO Max chamada Space Jam: Um Novo Legado. N\u00e3o vamos dar spoilers, mas \u00e9 justo dizer Reynolds e Levy usam refer\u00eancias \u00e0s outras propriedades da Disney (o longa \u00e9 do 20th Century Studios, divis\u00e3o da Disney) de um jeito muito mais natural e ic\u00f4nico que o filme de LeBron James, incluindo a adi\u00e7\u00e3o da cameo mais divertida do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ajuda, claro, ter Ryan Reynolds no meio. Como j\u00e1 havia mostrado em Deadpool, o ator tem uma grande capacidade c\u00f4mica vista especialmente em pap\u00e9is nos quais ele est\u00e1 livre para brincar com as expectativas e adotar refer\u00eancias culturais de maneira criativa. Como Guy, ele segue o caminho reverso do mercen\u00e1rio mutante. O NPC pode ter se tornado um jogador, mas ele ainda \u00e9 inocente, feliz, gentil e cordial. Guy se torna um fen\u00f4meno dentro de Free City e inspira milh\u00f5es a, como ele, serem bondosos com outros personagens. A for\u00e7a-motor da com\u00e9dia est\u00e1 em ver Reynolds explodindo pr\u00e9dios sem nunca perder o sorriso pacato do her\u00f3i, e ele o faz sem nunca se tornar puramente uma caricatura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 essa altura, voc\u00ea provavelmente quer saber como Guy quebrou sua pr\u00f3pria programa\u00e7\u00e3o. Ele o fez atrav\u00e9s de um c\u00f3digo de intelig\u00eancia artificial escrito por Millie, que na vida real \u00e9 desenvolvedora de jogos, ao lado de seu parceiro Keys (Joe Keery, competente mas esquec\u00edvel). A dupla estava desenvolvendo um game com a proposta de ter NPCs capazes de mudar e crescer organicamente antes de venderem seu est\u00fadio para o bilion\u00e1rio Antoine (Taika Waititi, atuando sem nenhum limite). Keys agora trabalha para o rica\u00e7o, mas Millie est\u00e1 processando o executivo pois acredita que o c\u00f3digo de seu antigo projeto est\u00e1 escondido dentro de Free City, sendo usado ilegalmente para aumentar o realismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A estreia de \u2018Free Guy: assumindo o controle\u2019 foi adiada por causa da pandemia, mas o filme, finalmente, chegou aos cinemas na quinta-feira, dia 19.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma trama que promete entregar a\u00e7\u00e3o, romance e com\u00e9dia, Ryan Reynolds d\u00e1 vida a her\u00f3i improv\u00e1vel J\u00e1 \u00e9 de praxe falar sobre como \u00e9 dif\u00edcil adaptar videogames para os cinemas. S\u00e3o diversas tentativas de trazer para as telonas os maiores nomes do mundo interativo, como Tomb Raider, Assassin\u2019s Creed e at\u00e9 Super Mario. 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