{"id":30195,"date":"2020-11-06T08:00:42","date_gmt":"2020-11-06T08:00:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/?p=30195"},"modified":"2020-11-05T19:34:08","modified_gmt":"2020-11-05T19:34:08","slug":"mostra-reune-obras-de-artistas-do-brasil-e-portugal-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/mostra-reune-obras-de-artistas-do-brasil-e-portugal-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Mostra re\u00fane obras de artistas do Brasil e Portugal em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00c9 necess\u00e1rio agendamento pr\u00e9vio no Sesc Pompeia para visita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A mostra coletiva \u201cFARSA. L\u00edngua, fratura, fic\u00e7\u00e3o: Brasil-Portugal\u201d, que investiga os desafios da l\u00edngua e da linguagem por meio de trabalhos de mais de 50 artistas hist\u00f3ricos e contempor\u00e2neos, est\u00e1 em cartaz no Sesc Pompeia, na capital paulista. O p\u00fablico pode visitar a exposi\u00e7\u00e3o gratuitamente mediante agendamento pr\u00e9vio feito na p\u00e1gina da unidade na internet.<\/p>\n<p>As visitas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o t\u00eam dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 90 minutos e o uso de m\u00e1scara facial \u00e9 obrigat\u00f3rio para todas as pessoas. De acordo com o Sesc, a retomada de suas atividades presenciais segue protocolo de \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade p\u00fablica para evitar o cont\u00e1gio e dissemina\u00e7\u00e3o da covid-19.<\/p>\n<p>\u201cO t\u00edtulo &#8211; FARSA &#8211; aponta para uma ironia, uma tor\u00e7\u00e3o dos sentidos. Evoca tanto uma dimens\u00e3o de par\u00f3dia como exp\u00f5e uma ferida aberta, com o prop\u00f3sito de refor\u00e7ar a ambiguidade e a fratura que a l\u00edngua e a linguagem estabelecem\u201d, disse a curadora Marta Mestre. Ela conta que foram selecionados trabalhos de artistas \u201cque torcem uma l\u00edngua e que reinventam a linguagem, questionando o seu poder de colonialidade, mas tamb\u00e9m as rela\u00e7\u00f5es de fuga e de fic\u00e7\u00e3o que nos permitem, coletiva e individualmente, reinventar la\u00e7os sociais, pol\u00edticos e po\u00e9ticos com o mundo\u201d.<\/p>\n<p>Segundo os organizadores, a exposi\u00e7\u00e3o sublinha n\u00e3o s\u00f3 os usos po\u00e9ticos e pol\u00edticos da palavra, como a poesia visual, a montagem da fotografia, do cinema, da performance, ou as estrat\u00e9gias de desconstru\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. \u201cAs obras tamb\u00e9m mostram a dimens\u00e3o viral e capitalista da linguagem nos dias de hoje, que v\u00e3o desde as fake news, os &#8216;memes&#8217;, at\u00e9 as hegemonias lingu\u00edsticas ou o uso do abjeto e da escatologia na pol\u00edtica\u201d, divulgou a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a curadora adjunta, Pollyana Quintella, \u00e9 a partir da linguagem que \u00e9 poss\u00edvel se reinventar e tra\u00e7ar novas formas de existir. \u201cSe n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel existir fora da linguagem, \u00e9 atrav\u00e9s dela que sofisticamos uma imagina\u00e7\u00e3o que nos permite organizar o real e testar modos de viver e sonhar coletivamente, ontem e hoje\u201d.<\/p>\n<p><strong>In\u00e9ditas no pa\u00eds<\/strong><br \/>\nNa mostra, h\u00e1 obras que ser\u00e3o expostas pela primeira vez no pa\u00eds, algumas delas seguem diretamente de institui\u00e7\u00f5es portuguesas como a Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian e o Museu Serralves, al\u00e9m de cole\u00e7\u00f5es privadas portuguesas e brasileiras, e obras de acervos brasileiros como os do Museu de Arte do Rio de Janeiro e cole\u00e7\u00f5es de artistas.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o conta com tr\u00eas n\u00facleos &#8211; Glu, Glu, Glu, Outras Gal\u00e1xias e Palavras Mil &#8211; que apresentam di\u00e1logos entre obras de artistas expoentes das d\u00e9cadas de 1960 e 1970 e a produ\u00e7\u00e3o de artistas que emergiram no s\u00e9culo XXI. Em Palavras Mil, por exemplo, est\u00e3o trabalhos que lidam com a poesia e a revolu\u00e7\u00e3o, muitos deles se reportando \u00e0 transi\u00e7\u00e3o entre ditadura e democracia em Portugal e no Brasil.<\/p>\n<p>\u201c[Os trabalhos] abordam o gesto pol\u00edtico, \u00edntimo e coletivo por meio do manifesto escrito ou performado, da visualidade das lutas sociais, ou da sonoridade desejante das ruas. S\u00e3o percep\u00e7\u00f5es que transbordaram para a amplitude dos gestos nas ruas, tanto no Brasil, com a multiplica\u00e7\u00e3o de grupos fragmentados entre as esferas de poema, processo, poesia concreta e etc, quanto em Portugal, onde poetas produziam revistas e poesias experimentais\u201d, relata a organiza\u00e7\u00e3o da mostra.<\/p>\n<p><strong>Galeria virtual<\/strong><br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o FARSA conta com um desdobramento no ambiente virtual, com o objetivo de ampliar as possibilidades de conhecimento e reflex\u00e3o sobre as obras. O p\u00fablico pode acess\u00e1-la pelo site http:\/\/www.sescsp.org.br\/anexa.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o virtual da mostra \u00e9 um novo componente da exposi\u00e7\u00e3o. Um dos destaques \u00e9 que a plataforma traz uma s\u00e9rie de depoimentos de artistas que produziram obras especialmente para a exposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, entre elas Rita Nat\u00e1lio (Portugal), Sara Nunes Fernandes (Portugal), L\u00facia Prancha (Portugal), Aline Motta (Brasil) e Caroline Valansi (Brasil). Leituras de textos das poetas, Raquel Nobre Guerra (Portugal), Natasha Felix, Ismar Tirelli Neto e Ang\u00e9lica Freitas (Brasil), tamb\u00e9m est\u00e3o no site.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 necess\u00e1rio agendamento pr\u00e9vio no Sesc Pompeia para visita\u00e7\u00e3o A mostra coletiva \u201cFARSA. 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