{"id":17347,"date":"2017-11-24T15:56:57","date_gmt":"2017-11-24T15:56:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/?p=17347"},"modified":"2017-11-24T15:56:57","modified_gmt":"2017-11-24T15:56:57","slug":"falhas-sao-a-segunda-causa-de-morte-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/falhas-sao-a-segunda-causa-de-morte-no-pais\/","title":{"rendered":"Falhas s\u00e3o a segunda causa de morte no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 10px;\"><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/span><\/p>\n<p>Falhas banais como erros de dosagem ou de medicamento, uso incorreto de equipamentos e infec\u00e7\u00e3o hospitalar mataram 302.610 pessoas nos hospitais p\u00fablicos e privados brasileiros em 2016. Foram, em m\u00e9dia, 829 mortes por dia, uma a cada minuto e meio. Dentro das Institui\u00e7\u00f5es de Sa\u00fade, as chamadas mortes por \u2018eventos adversos\u2019 ficam atr\u00e1s daquelas provocadas por problemas no cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA conclus\u00e3o faz parte do Anu\u00e1rio da Seguran\u00e7a Assistencial Hospitalar no Brasil do Instituto de Estudos de Sa\u00fade Suplementar (IESS), produzido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do IESS informou \u00e0 Reportagem do Jornal Exemplo\u00ae que este \u00e9 o segundo ano do estudo e, por isso n\u00e3o tem dados espec\u00edficos sobre Estados e Munic\u00edpios. Segundo a Assessoria, a partir do pr\u00f3ximo ano os dados devem ser direcionados para estes segmentos.<br \/>\nDe acordo com a pesquisa, o n\u00famero di\u00e1rio supera as 129 pessoas que morrem em decorr\u00eancia de acidentes de tr\u00e2nsito no pa\u00eds, 164 mortes provocadas pela viol\u00eancia e cerca de 500 registros de mortos por c\u00e2ncer, e fica atr\u00e1s das 950 v\u00edtimas de doen\u00e7as cardiovasculares.<br \/>\nAl\u00e9m das mortes, os eventos adversos impactam cerca de 1,4 milh\u00e3o de pacientes todo ano com sequelas que comprometem as atividades rotineiras e provocam sofrimento ps\u00edquico. Esses efeitos tamb\u00e9m elevam os custos da atividade assistencial. O Anu\u00e1rio estima que os eventos adversos resultaram em gastos adicionais de R$ 10,9 bilh\u00f5es em 2016.<br \/>\nO problema est\u00e1 no radar da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. Estudos mostram que anualmente morrem 42,7 milh\u00f5es de pessoas em raz\u00e3o de eventos adversos no mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 muito diferente da brasileira. Com popula\u00e7\u00e3o aproximada de 325 milh\u00f5es de pessoas, o pa\u00eds registra 400 mil mortes por eventos adversos ao ano, 1.096 por dia, ou 16% menos que nos hospitais brasileiros. A diferen\u00e7a para o Brasil diz respeito \u00e0s mortes hospitalares que s\u00e3o a terceira do ranking americano, atr\u00e1s de doentes card\u00edacos e de c\u00e2ncer.<br \/>\n\u201cN\u00e3o existe Sistema de Sa\u00fade que seja infal\u00edvel. Mesmo os mais avan\u00e7ados tamb\u00e9m sofrem com eventos adversos. A diferen\u00e7a \u00e9 que, no caso brasileiro, apesar dos esfor\u00e7os, h\u00e1 pouca transpar\u00eancia sobre essas informa\u00e7\u00f5es e, sem termos clareza sobre o tamanho do problema, fica muito dif\u00edcil come\u00e7ar a enfrent\u00e1-lo\u201d, afirma Renato Couto, professor da UFMG, um dos respons\u00e1veis pelo Anu\u00e1rio.<br \/>\n\u201cPrecisamos estabelecer um Debate Nacional sobre a qualidade dos servi\u00e7os prestados na Sa\u00fade a partir da mensura\u00e7\u00e3o de desempenho dos prestadores e, assim, prover o paciente com o m\u00e1ximo poss\u00edvel de informa\u00e7\u00f5es para escolher a quem vai confiar os cuidados com sua vida,\u201d disse Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil Falhas banais como erros de dosagem ou de medicamento, uso incorreto de equipamentos e infec\u00e7\u00e3o hospitalar mataram 302.610 pessoas nos hospitais p\u00fablicos e privados brasileiros em 2016. 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