{"id":16765,"date":"2017-10-27T06:20:46","date_gmt":"2017-10-27T06:20:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/?p=16765"},"modified":"2017-10-26T10:51:52","modified_gmt":"2017-10-26T10:51:52","slug":"frota-brasileira-esta-longe-da-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/frota-brasileira-esta-longe-da-seguranca\/","title":{"rendered":"Frota brasileira est\u00e1 longe da seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: helvetica; font-size: 18px;\">Ao lado da prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do ve\u00edculo, podem ser contratados extras para outros itens<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10px;\">Por\u00a0Thiago Lasco\/AE\u00a0 <span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">I<\/span>\u00a0 Foto Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p>Dificilmente, a necessidade de contratar seguro para proteger um bem valioso como o carro \u00e9 questionada. Por\u00e9m, a extens\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o contratada depende das necessidades (e do or\u00e7amento) de cada um. A cada evento (como colis\u00e3o, roubo ou inc\u00eandio) corresponde uma cobertura que pode ser inclu\u00edda pelo segurado.<br \/>\nAs chamadas coberturas b\u00e1sicas est\u00e3o ligadas \u00e0 integridade do ve\u00edculo contra: roubo, furto, colis\u00f5es e intemp\u00e9ries como enchentes, raios, inc\u00eandios e vendavais.<br \/>\nAo lado delas, existem as coberturas adicionais. Algumas complementam a prote\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, estendendo-a a itens como vidros, far\u00f3is e lanternas, espelhos retrovisores e equipamentos de som.<br \/>\nOutras s\u00e3o servi\u00e7os de assist\u00eancia e conveni\u00eancia &#8211; os mais conhecidos s\u00e3o o socorro mec\u00e2nico e o carro reserva, mas h\u00e1 chaveiro e eletricista.<br \/>\nH\u00e1 ainda as coberturas para danos causados a passageiros do ve\u00edculo do segurado e terceiros envolvidos em acidentes.<br \/>\nEm todos os casos, vari\u00e1veis como o valor da franquia paga pelo segurado, a quantidade de di\u00e1rias anuais do carro reserva ou o raio de abrang\u00eancia do servi\u00e7o de guincho geram influ\u00eancia no pre\u00e7o do seguro e podem ser customizadas pelo segurado conforme suas necessidades.<br \/>\n\u201cN\u00e3o existe um conte\u00fado m\u00ednimo definido por lei para o seguro. As seguradoras criam produtos, submetem \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da Susep (entidade que fiscaliza o setor) e colocam no mercado\u201d, diz o presidente do Sindicato dos Corretores no Estado de S\u00e3o Paulo (SinCor-SP), Alexandre Camillo. \u201cAs coberturas mais tradicionais s\u00e3o as para colis\u00e3o, inc\u00eandio e roubo. Quando as tr\u00eas est\u00e3o juntas, fala-se em \u2018cobertura compreensiva\u2019\u201d, explica.<\/p>\n<blockquote><p>No Brasil, mais de 30 milh\u00f5es de ve\u00edculos rodam sem cobertura de Seguro<\/p><\/blockquote>\n<p>O trabalho do corretor \u00e9 construir uma ap\u00f3lice adequada para cada caso. Camillo d\u00e1 a receita de um seguro bem-feito. \u201cDeve incluir colis\u00e3o, roubo e inc\u00eandio, ter coberturas para terceiros com valores que sejam suficientes para uma repara\u00e7\u00e3o efetiva e oferecer uma assist\u00eancia 24 horas diversificada\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\"><strong><em>Boa-f\u00e9<\/em><\/strong><\/span><br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o entre segurado e seguradora tem pap\u00e9is bem definidos. O cliente paga o pr\u00eamio (custo da ap\u00f3lice) e, em troca, a companhia garante a indeniza\u00e7\u00e3o em caso de sinistro. Mas isso s\u00f3 funciona bem quando cada um cumpre suas obriga\u00e7\u00f5es corretamente<br \/>\nPara definir o valor do pr\u00eamio, a empresa utiliza informa\u00e7\u00f5es fornecidas pelo cliente para calcular a probabilidade de o ve\u00edculo sofrer furto ou acidente, por exemplo. Saber o local de resid\u00eancia e trabalho do dono, se o carro serve como ferramenta de trabalho, se h\u00e1 adolescentes que possam tomar o volante e se o pernoite ocorre em garagem fechada ou na rua permitem estimar o risco ao qual o bem estar\u00e1 exposto &#8211; e, ent\u00e3o, precificar o seguro.<br \/>\nAssim, um dos principais deveres do consumidor \u00e9 prestar as declara\u00e7\u00f5es solicitadas pela empresa de forma verdadeira e completa. Se omitir ou distorcer informa\u00e7\u00f5es, relatando um risco menor para pagar menos, o segurado pode se dar mal caso ocorra um sinistro com o ve\u00edculo e a seguradora descubra a verdade.<br \/>\n\u201cA lei prev\u00ea a perda do direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o, mesmo se o risco que gerou aquele sinistro estiver coberto pelo seguro\u201d, diz a vice-presidente da Comiss\u00e3o de Assuntos Jur\u00eddicos da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Seguros Gerais (FenSeg), Sylvia Varoto.<br \/>\nH\u00e1 casos de segurados que se valem de fraudes para obter indeniza\u00e7\u00e3o, como dar sumi\u00e7o no carro ou mesmo destru\u00ed-lo. \u201cEssa conduta \u00e9 il\u00edcita no \u00e2mbito c\u00edvel, autorizando a seguradora a n\u00e3o fazer o pagamento contratado, e tamb\u00e9m no criminal\u201d, diz o advogado Raphael Longo. \u201cO C\u00f3digo Penal tem um tipo espec\u00edfico para isso, com penas de um a cinco anos de reclus\u00e3o\u201d.<br \/>\nH\u00e1 tamb\u00e9m situa\u00e7\u00f5es em que as imprecis\u00f5es nas declara\u00e7\u00f5es do segurado n\u00e3o s\u00e3o feitas por m\u00e1-f\u00e9. Nesses casos, o C\u00f3digo Civil d\u00e1 \u00e0 seguradora o direito de rescindir o contrato, ou cobrar do cliente a diferen\u00e7a no pr\u00eamio &#8211; o valor a mais que ele teria pago, se a an\u00e1lise de risco tivesse sido feita com base em informa\u00e7\u00f5es corretas.<br \/>\nSe as informa\u00e7\u00f5es discrepantes forem fruto de orienta\u00e7\u00e3o incorreta de um corretor, ele poder\u00e1 ser responsabilizado tanto pelo consumidor quanto pela empresa.<br \/>\nNa outra ponta da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, a principal obriga\u00e7\u00e3o da empresa \u00e9, diante do aviso de sinistro, pagar ao segurado a compensa\u00e7\u00e3o combinada.<br \/>\nSylvia lembra que esse pagamento \u00e9 feito com o dinheiro de um fundo comum de todos os segurados, gerido pela seguradora. \u201cAs indeniza\u00e7\u00f5es precisam estar dentro do que prev\u00ea o contrato, que \u00e9 feito a partir de c\u00e1lculos atuariais. Se n\u00e3o fosse assim, haveria um desequil\u00edbrio e o fundo n\u00e3o seria suficiente para socorrer todos os que precisassem dele\u201d.<br \/>\nLogo reconhece que a decis\u00e3o de pagar ou n\u00e3o ao segurado \u00e9 feita sempre com base no contrato. Mas diz que h\u00e1 casos em que as seguradoras fazem uma leitura pr\u00f3pria das cl\u00e1usulas para proteger os seus interesses. \u201cS\u00e3o quest\u00f5es de interpreta\u00e7\u00e3o, que v\u00e3o parar na Justi\u00e7a. O contrato prev\u00ea, por exemplo, cobertura contra enchentes. Mas, se o segurado avan\u00e7a em um t\u00fanel alagado, a empresa pode dizer que ele agravou o risco deliberadamente\u201d.<br \/>\nO advogado diz que, antes de partir para uma A\u00e7\u00e3o Judicial em caso de conflito, vale tentar um acordo com a empresa por meio do Procon, al\u00e9m de denunciar abusos \u00e0 Susep.<br \/>\n\u201cEssas entidades imp\u00f5em prazos para que as seguradoras respondam \u00e0s queixas e podem aplicar multas contra elas. O \u00edndice de resolu\u00e7\u00e3o dos impasses com media\u00e7\u00e3o dessas institui\u00e7\u00f5es \u00e9 alto\u201d, ele explica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao lado da prote\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do ve\u00edculo, podem ser contratados extras para outros itens Por\u00a0Thiago Lasco\/AE\u00a0 I\u00a0 Foto Divulga\u00e7\u00e3o Dificilmente, a necessidade de contratar seguro para proteger um bem valioso como o carro \u00e9 questionada. 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