{"id":13675,"date":"2017-04-14T07:45:27","date_gmt":"2017-04-14T07:45:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/?p=13675"},"modified":"2017-04-13T20:47:01","modified_gmt":"2017-04-13T20:47:01","slug":"identidade-indaiatubana-14042017","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.jornalexemplo.com.br\/jornal\/identidade-indaiatubana-14042017\/","title":{"rendered":"Identidade Indaiatubana 14\/04\/2017"},"content":{"rendered":"<p><strong>por Eliana Belo<\/strong><\/p>\n<p>ELZIRA, ARTISTA E<br \/>\nMEMORIALISTA<br \/>\nAinda considero que Indaiatuba carece de registros de sua Hist\u00f3ria, mesmo com tanta gente gostando, apreciando e estudando o assunto, sempre \u00e1vidos por \u2018novidades do passado\u2019. Uma das obras que diminuem essa \u00e2nsia pela busca de nossa identidade \u00e9 o livro escrito por Elzira Ferrarezi Carotti publicado pela Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Mem\u00f3ria de Indaiatuba chamado \u2018Elzira&#8230; Na Ribalta da Vida\u2019.<\/p>\n<p>A CONSTRU\u00c7\u00c3O DA HIST\u00d3RIA<br \/>\nMem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 Hist\u00f3ria. A Hist\u00f3ria como ci\u00eancia, possui m\u00e9todos de an\u00e1lises espec\u00edficos, que buscam em fontes diversas o material para ser estudado, analisado, contextualizado, publicado e novamente re-estudado, formando um ciclo de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que n\u00e3o termina nunca com verdades absolutas, mas sim, em um esfor\u00e7o de narrativas com maior objetividade e representatividade poss\u00edvel. Nessa perspectiva, a mem\u00f3ria \u00e9 uma das diversas fontes que o historiador utiliza para alimentar esse ciclo de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento; e em Indaiatuba temos a prazerosa fonte produzida por Dona Elzira, com suas mem\u00f3rias que testemunham, acima de tudo, sua vida como artista.<br \/>\nE atrav\u00e9s de suas mem\u00f3rias pessoais, o funcionamento das rela\u00e7\u00f5es de nossa Indaiatuba se desvenda, expondo a identidade social, econ\u00f4mica, religiosa, art\u00edstica e tamb\u00e9m de outras esferas, principalmente do trabalho.<\/p>\n<p>LEMBRAN\u00c7AS E IDENTIDADE SOCIAL<br \/>\nEntre outras mem\u00f3rias, Elzira conta que, ainda menina, trabalhou em uma Olaria produzindo tijolos e, mais tarde \u2018quando completou 10 anos\u2019 foi trabalhar como cozinheira da fam\u00edlia Sannazzaro, per\u00edodo em que ia buscar \u00e1gua nas torneiras p\u00fablicas de Indaiatuba, tanto para a fam\u00edlia que a empregava, como para sua pr\u00f3pria resid\u00eancia, quando terminava sua jornada. Fazia as tarefas sempre cantando, talento que era admirado por todos. \u2018A m\u00fasica e o canto sempre foram as maiores motiva\u00e7\u00f5es da minha vida\u2019. Pobre e sem condi\u00e7\u00f5es de ter uma boa roupa, certa vez Elzira foi convidada pela professora do Grupo Escolar que frequentava a cantar em um dia de festa. S\u00f3 que com uma condi\u00e7\u00e3o: ela ficaria escondida atr\u00e1s do palco, e uma menina com condi\u00e7\u00f5es financeiras para apresentar-se \u2018adequadamente\u2019 a dublaria, dan\u00e7ando suavemente com seu lindo vestido rodado. Essa mem\u00f3ria acompanhou Elzira por toda sua vida, e foi uma das poucas que ela levou da escola, uma vez que saiu do Grupo assim que aprendeu a ler, ao terminar o primeiro ano, exclusivamente para continuar na rotina de seu trabalho infantil.<\/p>\n<div class=\"mom-members\" style=\"background-color:#ffe680;border-color:#cca300;color:#665200\">Conte\u00fado somente para assinantes. Por favor fa\u00e7a o login<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Eliana Belo ELZIRA, ARTISTA E MEMORIALISTA Ainda considero que Indaiatuba carece de registros de sua Hist\u00f3ria, mesmo com tanta gente gostando, apreciando e estudando o assunto, sempre \u00e1vidos por \u2018novidades do passado\u2019. 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