Energia economizada com horário de verão poderia abastecer mais de 6,9 mil clientes

A CPFL Piratininga fez um balanço do horário de verão, que termina à zero hora do próximo domingo, 19 de fevereiro, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora. Segundo dados da distribuidora do Grupo CPFL Energia, que atende 27 cidades no interior de São Paulo e Baixada Santista, durante os 126 dias de duração do horário especial, estimou-se uma redução da ordem de 0,34% no consumo de energia elétrica.

Essa economia alcançou 16.666 MWh, volume suficiente para atender uma cidade do porte de Sorocaba ou Santos por três dias. Com o mesmo volume de energia elétrica, seria possível abastecer 6.944 clientes residenciais, com consumo médio de 200 kWh, durante um ano. Há expectativa de que a demanda de energia no horário de pico apresente redução de 0,34%.

Segundo Thiago Freire Guth, diretor de Distribuição de Energia do Grupo CPFL, os principais objetivos da medida são melhorar o aproveitamento da luz natural e reduzir o consumo de energia elétrica, diminuindo a demanda no horário de pico, das 18 às 21 horas. “Na média, as pessoas começam a chegar em suas casas às seis da tarde, sendo que uma das primeiras ações é acender a luz. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais, por exemplo”, explica. “No período do horário de verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19 horas, quando o consumo industrial começa a cair”, acrescenta.

Para o executivo, ao se deslocar o horário oficial em uma hora, o que se espera é a diluição, por um período maior, do momento de entrada em funcionamento dos equipamentos domésticos e industriais, e de iluminação pública. Dessa forma, o ganho, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga no sistema elétrico, no momento em que o sistema é mais demandado.

Notícias Semelhantes