A Polícia Federal realizou nessa última terça-feira (21) a Operação Infiltrados, para desarticular uma suposta organização criminosa que desviava valores de contas da Caixa Econômica Federal (CEF).
Os alvos são suspeitos de subtrair cerca de R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários com contas no banco público, mediante acesso a dados sigilosos.
Além disso, o grupo também teria contado com a participação de servidores públicos e advogados para atrapalhar possíveis investigações e vazar informações privilegiadas.

Indaiatuba
Na ação, cerca de 120 policiais federais cumpriram 25 mandados de busca e apreensão nos municípios fluminenses de Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e Cabo Frio, e também em Indaiatuba e Salto, em São Paulo.
Foi identificado ainda que a organização criminosa contava com o suporte de contraventores, facilitando a corrupção de servidores públicos e a contratação de advogados com a finalidade de impedir eventual apuração do esquema criminoso e acessar informações sigilosas.
Caixa
Em nota, a Caixa informou que “atua em conjunto com a Polícia Federal e contribui para operações exitosas, colaborando com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes”.
Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes, para análise e investigação.
O banco explicou que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos.
Segundo as investigações, os suspeitos obtinham dados sigilosos de clientes para subtrair valores das contas bancárias.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, obstrução da Justiça e violação de sigilo funcional.
Mais fraudes
No dia 26/5, uma operação de combate ao estelionato eletrônico mobilizou forças de segurança em Campinas para desarticular uma organização criminosa especializada em aplicar golpes contra idosos, aposentados e beneficiários do INSS. Batizada de Operação Crédito Fantasma, a ação foi coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), com apoio do Gaeco e do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Em Campinas, um suspeito foi preso preventivamente e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
As investigações apontam que os criminosos se passavam por funcionários de bancos e financeiras para convencer as vítimas a realizar transferências via Pix. O grupo utilizava dados bancários obtidos ilegalmente e documentos falsificados para dar aparência de legitimidade às abordagens.
A operação também teve desdobramentos na capital paulista e em Guarulhos, totalizando quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão.
As autoridades alertam que instituições financeiras não solicitam transferências ou depósitos por telefone para regularizar contratos ou cancelar operações, orientando a população a desconfiar de contatos suspeitos.

