da redação
A OSC Gabriel lançou ontem (28) a 19ª edição da Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. No dia 27 de setembro é celebrado o Dia Nacional do Doador de Órgãos.
Considerando as filas de pacientes ativos e semiativos por órgãos sólidos e as filas de córneas e medula são cerca de 46 mil pessoas que aguardam por um gesto de solidariedade que é a doação.
Infelizmente a recusa da família em autorizar a doação ainda é grande, 43% das famílias ainda recusam a doação de órgãos. Somente no ano de 2016 foram 2,1 mil óbitos ocorridos pela falta de órgãos para transplante.
Segundo Maria Inês Toledo de Azevedo Carvalho, presidente da OSC Gabriel “há muito trabalho ainda a ser feito para sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância de confiar no processo, autorizando a doação. Também existe um longo caminho para capacitar profissionais da Saúde dos hospitais do país a identificar potenciais doadores e notificarem às Organizações de Procura de Órgãos de suas regiões. O gargalo está aí, uma vez que, vencidos todos esses desafios e o transplante realizado, vidas são salvas. Todos os dias vemos isso em nosso trabalho. São jovens, crianças, pais e mães de família voltando para uma vida normal e digna, com garra e vontade de viver, honrando da forma mais bela às famílias que autorizaram a doação que salvaram suas vidas”.
Somente na cidade de Indaiatuba existem 65 pessoas aguardando na fila, sendo um para coração, quarenta e dois para rim, vinte para córneas, um para fígado e um para transplante duplo de rim e pâncreas. Além desses existem vários pacientes em fase de exames para completar a documentação para ingressar na fila, que são os chamados de semiativos.
“Desde 2016 a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos – CNCDO do Estado de São Paulo, disponibiliza os dados do Estado para serem publicados em nosso site www.gabriel.org.br” lembra Valdir de Carvalho, Diretor executivo e fundador da Organização. Essa informação facilita para que cada município do estado possa conhecer o número de pessoas que aguardam por uma doação para realizar o transplante e possam, de forma efetiva, contribuir para melhorar a captação local”.

